19.3.09

Hoje sinto-me assim

Só queria sentir-te meu, só queria que me fizesses sentir especial, só queria que os nossos mundos se voltassem a juntar formando apenas um, como há muito não acontece. Gostava que me ouvisses, que me percebesses mas por muito difícil que fosse, já ficava tão satisfeita só por saber que tinhas tentado. Gostava de voltar a receber palavras que confortam a alma, que fazem querer mais, que fazem deixar uma lágrima no canto do olho pela felicidade de estar contigo. Quero tanto e nada, ao mesmo tempo. Eu não quero pedir-te o mundo, apenas quero pedir-te de volta.
Ando por aqui sem saber que atitude tomar, que posição ter perante uma coisa que me aflige e com a qual não sei lidar. Precisamos um do outro, quero que me ensines e tu queres o meu apoio. Um apoio contraditório porque em vez de aproximares, afastas e eu volto a não saber o que fazer. Não é indecisão, é ter vários caminhos pela minha frente e não saber qual deles seguir... Preciso de uma orientação, estou de facto perdida.
Olho-te e entristeço com a ironia que os teus olhos falam, com o ar de gozo que transmites. É esta a forma que tu tens de me atacar e tu sabes que o consegues. Afinal, quem me conhece melhor do que tu? Mais do que qualquer palavra que possas dizer, consegues magoar-me mais com a frieza que insistes em manter a cada frase, a cada gesto, a cada olhar, enfim, em cada atitude. Ultimamente, estou e não estou. Não me sinto presente porque estou entre dois mundos que me fazem cair de cada vez que algo lhes acontece, estou entre pilares fundamentais da minha vida sem os quais não me sustento se eles caírem. Estou que nem bola de ping-pong confusa e desorientada entre dois lados tão distintos... E eu só queria que tu me percebesses, ouvisses e te conseguisses colocar na minha pele por uns minutos e me ensinasses a lidar com coisas das quais eu tento fugir. Eu não sei o que te hei-de dizer mais, já gastei as palavras em frases que ficaram no ar, que nem foste capaz de assimilar ou pelo menos ouvir. Caímos na imprevisibilidade, já não sei como é a vida do teu lado se cada vez que me olhas és diferente.
Se já não me amares, se já nao me quiseres, deixa-me apenas, não te preocupes, as coisas terminam mas prefiro viver em boas e calorosas memórias do que numa realidade que odeio.

6 comentários:

Cláudia disse...

Entendo cada palavra tua.

Beijinho e força *

Filipa disse...

Janinha! Boa sorte! Tens de pensar que as vidas nem sempre tomam o rumo que queremos, mas há que saber lidar com isso. Temos de nos moldar ao que acontece. Força! Beijinho*

Jojozinha disse...

nao me digas isso. parece msm o q eu tou a sentir. igualzinho. e nao tas na msma situaçao q eu por isso nao fiques assim. e mau de mais!

paperdoll disse...

só posso dizer que já passei por isso e percebo. não acredito que as pessoas mudem nem acredito que, por exemplo, uma planta murcha torne a ser forte. pelo menos não por muito tempo (aprendi da maneira mais difícil). há coisas que não voltam a ser o que eram porque já mancharam algo que era tão puro. agora estou feliz por essa "imprevisibilidade" e "indecisão" ter acabado, não gostaria de voltar atrás. se calhar é isso, há um alívio quando percebes que afinal foi melhor assim.
mas o que é que eu sei? lol só te desejo boa sorte e o resto é paisagem! :)

Joanne disse...

e eu sei como isso doi e como custa viver com medo do que pode acontecer a cada dia que passa. Estou a torcer por ti, para que voltes a sentir-te feliz :)

Marta disse...

Joanusca, não gosto de te sentir assim! Hoje o céu pode ter caído na tua cabeça, mas amanhã poderás contemplar as estrelas como deve de ser!
Um beijo muito grande

estou aqui se precisares

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