16.8.09

Indefinições

Às vezes gostava que o meu telemóvel tocasse de noite, com palavras tuas, com lembranças de momentos, com saudosismos, com vontades, com desejos. Às vezes gostava que as tuas palavras fossem mais longe que a banalidade dos dias. Às vezes gostava que fossemos mais independentes para termos mais experiências ao final do dia para partilhar um com outro, porém, às vezes gostava de ser mais próxima de ti para me contares as confidências que insistem em se fechar na tua mente a sete chaves, sem nunca saírem e transformarem-se na nossa linguagem. Por vezes gostava até, de saber o que quero, por vezes gostava de conseguir tomar decisões, por vezes gostava de ter os sentidos bem definidos e o meu querer bem mais organizado do que sempre foi. Quero sempre coisas opostas consoante os dias que vivemos, quero sempre coisas contrárias ou então nunca sei o que quero.

3 comentários:

Marta disse...

aii minha querida, como eu te percebo tão bem...

beijão

Sandra disse...

todos nós somos assim Joaninha, queremos sempre demasiadas coisas, variando de dia para dia... Ai ai * beijinho!

fi, disse...

é a natureza do ser humano.

um beijinho grande querida J.*